a morte passa, e às vidas sem destino se entrelaça e mata
desfaz-se em ódio frente à inocentes almas, almas frágeis
corpos inocentes, gentes crentes no amanhã melhor que não conhecem
e o sangue escorre da pele negra e banhada em pólvora queimada
a alma escapa ao que resta de humano daquele destroçado corpo
a voz desesperada clama em canto, o socorro que não é ouvido
corre sem rumo o desejo de viver, corre sem sentido e sem direção
a guerra mata o sonho humano de vida, a guerra mata qualquer sonho
a guerra destrói a direção ao destruir o sentido do caminho
a guerra é impotente porque a destruição não pode destruir