sábado, 10 de maio de 2008

Pego-me posto, de repente


pego-me posto, de repente
nesta tão antiga e velha jaula
onde esta minha alma
vive tão presa, assim

sofro encolhido nesta masmorra
minha vida fora lançada à sorte
põe-se mais perto do outono minha morte
e nenhuma fruta vermelha aportou em mim

ah, viver aqui e não viver aí
onde meu passo é raso e não, nunca
(vive) o ser que mesmo sem saber não se pergunta
se é um anjo antigo, um deus morto, um querubim

à toa chuto meu chão, meu pisar, meu fel
mas nem eu me encontro quando me procuro;
sou aquela vespa posta atrás do verde muro
que impede que eu veja um triste fim?

5 comentários:

IGC.Brazil disse...

minha pergunta é: quando irás publicar em livro teus escritos literários, JH?

Elcio Tuiribepi disse...

Olá amigo, passando por aqui pra conhecer um pouquinho de seus escritos, cheguei até aqui através da comunidade da CBJE...parabéns...grande abraço

Wallace Tavares disse...

Tudo bem?!? Passei por aqui após ler na comunidade da CBJE. Muita bacana essa sua idéia. Abraço fraternal!
Wallace

IGC.Brazil disse...

oh meu, escreva um poema a partir disto aqui:

"Só sei que porra nenhuma sei".

É de Sócrates essa frase...

Mas se achar que é feia escrever porra nenhuma, então que escreva "porra alguma". Mas não não querer escrever porra alguma nem porra nenhuma, daí v.s.f.!

hehehehe brincadeira!

daufen bach. disse...

OLá meu amigo!
Como vai nosso blog aqui?
(foi tu quem disse que a gente é dono um pouco...)
brincando contigo, queria agradecer tua visitae dizer que foi um prazer te-lo por lá.

Gostei de tua poesia!
Como disse teu amigo...qdo vai publicar em livros os teus escritos?...rs

Abraço forte a ti.