domingo, 21 de outubro de 2007

Irmã Morte

(lembrando a pessoalidade de Florbela Espanca)


sinto tanto tua ausência, quem dera um dia
poder gritar mais alto que o grito forte
devolver pra ti o que é teu, a agonia
que te quebrastes a cabeça, e te fizeste morte

é a própria morte minha irmã
carrego-a comigo, e nossas responsabilidades;
é o meu destino, cada manhã
dessa vida dura de castidade

ah, que saudades de brincar contigo
é o choro de tua morte o meu amigo
a acompanhar-me em minhas jornadas

a intensidade da dor de teu umbigo
liga-te irmã morte, comigo:
havemos de caminhar almas caladas

Um comentário:

Rosiene disse...

Olá caro colega, de papel e caneta. Tive a liberdade de visitar o seu blog e ler os seu lindos textos, no qual também quero convida-lo a visitar o meu pois também escrevo textos poéticos. Abraços e prosperidade para nós. www.uiararosiene.myblog.com.br